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Cuscuz Nordestino

Por Equipe Receitas da Maria

No Nordeste, o cuscuz é muito mais do que um prato: é o café da manhã de milhões de pessoas, vendido em carrinho de rua de manhã cedo e servido com ovo, manteiga e queijo coalho. Quem nasceu lá costuma dizer que o dia só começa depois do cuscuz. E a história desse prato é uma viagem de milhares de quilômetros, do norte da África até a cuscuzeira de alumínio.

Eu mostro o cuscuz de flocão de milho, o mais comum no Nordeste, cozido no vapor. É um prato barato, rápido e muito saboroso, que dá para fazer em casa sem dificuldade.

Cuscuz amarelo de milho com queijo
Preparo10 min
Cozimento15 min
Descanso10 min
Total35 min
Rendimento4 porções
DificuldadeFácil

Ingredientes para cuscuz nordestino

  • 2 xícaras de flocão de milho
  • 1 xícara de água morna
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • 1 colher (sopa) de manteiga, para servir
  • 2 ovos fritos ou cozidos
  • Queijo coalho em fatias, para servir
  • Água para a base da cuscuzeira

Modo de preparo

  1. Em uma tigela, misture o flocão de milho com o sal e a água morna, mexendo com um garfo, até o milho absorver o líquido. Deixe descansar por 10 minutos.
  2. Coloque água na base da cuscuzeira, sem encostar na parte de cima, e leve ao fogo até ferver.
  3. Encaixe a parte de cima, com o furo no centro, e coloque o flocão hidratado sem apertar.
  4. Tampe e cozinhe no vapor por 12 a 15 minutos, até começar a sair vapor por cima do cuscuz e o milho ficar macio.
  5. Desligue o fogo e deixe descansar tampado por 2 minutos.
  6. Desenforme em um prato, corte em fatias, passe manteiga e sirva com ovo e queijo coalho.

Do norte da África à cuscuzeira

O cuscuz tem origem no norte da África, entre os povos berberes, que preparavam uma massa de grãos de trigo cozida no vapor. A palavra vem do árabe, e o prato se espalhou pelo Marrocos, a Argélia e a Tunísia, onde é prato de festa. Os árabes levaram o cuscuz para a Península Ibérica, e os portugueses o trouxeram ao Brasil. Aqui, o trigo era caro e difícil de produzir, mas o milho já era cultivado pelos povos indígenas havia séculos. A adaptação foi natural: o cuscuz de milho, cozido no vapor da cuscuzeira, virou comida do dia a dia, principalmente no Nordeste. O cuscuz paulista, de farinha de milho com legumes e ovos, é uma outra versão da mesma ideia.

Como deixar o cuscuz macio

O segredo é a hidratação. Se o flocão ficar seco, o cuscuz sai duro e esfarela. Se tiver água demais, vira uma massa pesada. A proporção de duas partes de flocão para uma de água costuma funcionar, mas varia de marca para marca. O flocão deve ficar úmido, sem formar poças, e o descanso de 10 minutos é o que deixa a massa uniforme. Também não aperte o milho na cuscuzeira, para o vapor circular.

Substituições

Sem cuscuzeira, use uma panela com uma peneira de metal sobre a água, tampada com um pano de prato envolvendo a tampa, ou cozinhe no micro-ondas, em um refratário tampado, por 4 a 5 minutos. O leite de coco no lugar de parte da água dá um sabor mais intenso. Para um cuscuz mais doce, junte açúcar ou leite condensado. O queijo coalho pode ser trocado por muçarela, e a carne de sol desfiada é um recheio clássico.

Como conservar

O cuscuz é melhor na hora, ainda quente. Se sobrar, guarde na geladeira em pote fechado por até 2 dias e reaqueça no vapor ou no micro-ondas com uma colher de água, tampado. Frio, ele fica duro, mas pode virar farofa, refogado com manteiga e bacon.

Perguntas frequentes

Qual flocão de milho é o certo para o cuscuz?
O flocão de milho amarelo, vendido em pacote com o nome de flocão ou de cuscuz. Não confunda com a farinha de milho fina nem com o fubá, que servem para outros preparos.

Como não deixar o cuscuz seco?
Hidrate bem o flocão, deixe descansar os 10 minutos e não deixe cozinhar demais. Sirva logo com manteiga ou leite de coco por cima, que ajudam a deixar macio.

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