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Cocada Branca

Por Equipe Receitas da Maria

Cocada é doce de festa junina, de balcão de padaria e de tabuleiro de rua. É a combinação mais simples possível, coco e açúcar, e o resultado é um doce macio por dentro e levemente firme por fora, com o sabor limpo do coco fresco. Feita em casa, tem uma frescura que a industrial não alcança, e não exige nada além de paciência de mexer a panela.

Uma receita tão simples tem uma história que é também a do Brasil colonial: o açúcar, o coco e as mãos de quem cozinhava. Conto abaixo como esse doce chegou ao tabuleiro das baianas.

Cocadas brancas em pilha
Preparo15 min
Cozimento30 min
Total45 min
Rendimento20 unidades
DificuldadeMédio

Ingredientes para cocada branca

  • 3 xícaras de coco fresco ralado (cerca de 1 coco)
  • 1 1/2 xícara de açúcar
  • 1 xícara de água de coco ou água
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher (chá) de manteiga, para untar
  • Cravo-da-índia (opcional)

Modo de preparo

  1. Unte uma superfície de mármore ou uma assadeira com a manteiga e reserve.
  2. Em uma panela de fundo grosso, misture o açúcar e a água de coco e leve ao fogo médio, mexendo até dissolver.
  3. Junte o coco ralado, o sal e o cravo, se for usar, e cozinhe em fogo médio, mexendo sempre, por cerca de 20 minutos.
  4. Continue cozinhando por mais 5 a 8 minutos, até que ao passar a colher pelo fundo da panela se veja o fundo por um instante.
  5. Desligue o fogo e mexa por 1 minuto, para a mistura tomar corpo.
  6. Com uma colher, forme pequenos montes sobre a superfície untada e deixe esfriar completamente, até firmarem.

Do engenho ao tabuleiro

O açúcar foi a base da economia do Brasil colonial, e o Nordeste, com seus engenhos, foi o centro dessa produção. O coqueiro, por sua vez, foi trazido pelos portugueses, e encontrou na costa nordestina o clima perfeito, tanto que hoje é parte da paisagem. Da combinação dos dois nasceu um dos doces mais antigos do país: a cocada. Os doces em calda e em ponto de massa, que os portugueses já sabiam fazer, ganharam no Brasil o coco como ingrediente, e passaram a ser vendidos nas ruas por mulheres, em especial pelas baianas de tabuleiro, que ficaram famosas em cidades como Salvador. Nos tabuleiros, a cocada branca convive com as de outras cores: a preta, feita com açúcar queimado, a de leite e as coloridas, cada uma com um jeito de fazer.

O ponto certo da cocada

O ponto é o segredo: se ficar pouco cozida, a cocada fica mole demais e não firma; se passar, endurece e fica dura de morder. O sinal é o fundo da panela: ao passar a colher, ele deve aparecer por um instante antes de a massa voltar a cobri-lo. Nesse momento, desligue e mexa bem. Se estiver em dúvida, faça o teste com uma colherzinha da massa sobre um prato frio: se firmar em poucos minutos, está no ponto.

Substituições

Sem coco fresco, use 200g de coco ralado seco sem açúcar, hidratado por 20 minutos em meia xícara de leite de coco, e reduza a água para meia xícara. Para uma cocada cremosa, acrescente 1/2 lata de leite condensado no lugar de parte do açúcar. Para a cocada de forno, coloque a massa em forminhas e leve a 180°C por 15 minutos.

Como conservar

Guarde as cocadas em pote fechado, separadas por papel-manteiga, em local fresco, por até 5 dias. Em clima muito quente, guarde na geladeira, que mantém a firmeza. Não recomendo congelar, porque o coco solta água ao descongelar.

Perguntas frequentes

Por que minha cocada não firmou?
Provavelmente faltou cozinhar. O açúcar precisa atingir o ponto de calda mais grossa antes de o coco absorver tudo. Volte a massa para a panela em fogo baixo, mexendo, por mais alguns minutos, até que o fundo da panela apareça ao passar a colher.

Posso fazer cocada com coco ralado de pacote?
Pode, mas prefira o coco ralado sem açúcar, e hidrate antes com leite de coco ou água morna. O sabor não é igual ao do coco fresco, mas o resultado ainda é muito bom para uma receita do dia a dia.

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