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Farofa Natalina
Por Equipe Receitas da Maria
Na ceia de Natal brasileira, a farofa tem lugar garantido ao lado do peru, do lombo ou do tender: uma farofa amarela, solta, com bacon crocante e pedacinhos de fruta seca e castanhas, que faz o doce e o salgado se encontrarem no mesmo prato. É a farofa que muita família só faz uma vez por ano, e que acaba primeiro.
Ela é fácil, mas pede cuidado com a quantidade de farinha e com o fogo, para não ficar seca nem empapada. A seguir, eu conto a história da palavra farofa e como acertar o ponto.
Ingredientes para farofa natalina
- 3 xícaras de farinha de mandioca torrada
- 150g de bacon em cubos pequenos
- 1 cebola picada
- 3 colheres (sopa) de manteiga
- 1/2 xícara de uvas-passas
- 1/2 xícara de damascos secos picados
- 1/2 xícara de castanhas-do-pará, nozes ou castanhas de caju picadas
- 1 maçã pequena em cubinhos (opcional)
- Salsinha picada, sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
- Em uma frigideira grande, frite o bacon em fogo médio até dourar e soltar a gordura. Retire metade do bacon e reserve para finalizar.
- Na mesma gordura, junte a manteiga e a cebola e refogue por 3 minutos, até murchar.
- Acrescente as uvas-passas, os damascos e a maçã, se for usar, e refogue por 2 minutos.
- Junte as castanhas e o bacon que ficou na frigideira e misture.
- Adicione a farinha aos poucos, mexendo sempre, em fogo baixo, por 4 a 5 minutos, até ficar solta e dourada.
- Desligue o fogo, acerte o sal, misture a salsinha e o bacon reservado e sirva morna.
A palavra farofa e sua origem africana
A palavra farofa vem do quimbundo, língua falada em Angola, na qual falofa quer dizer farinha, segundo os dicionários. O costume de misturar farinha de mandioca com gordura e temperos foi levado e transformado por africanos escravizados e pelos povos indígenas, que já usavam a mandioca. Com o tempo, a farofa virou presença obrigatória na mesa brasileira, em churrascos, feijoadas e ceias. A versão natalina, com frutas secas e castanhas, reflete o gosto das festas de fim de ano de origem portuguesa, em que uvas-passas, ameixas e nozes são típicas. Não existe uma regra única, e cada família tem a sua farofa de Natal.
O ponto da farofa
A farofa pronta deve estar solta, úmida o bastante para não esfarelar e seca o bastante para não empapar. A farinha vai aos poucos, em fogo baixo, e deve torrar por alguns minutos para perder o gosto cru. As frutas secas entram antes, para ficarem macias e soltarem um pouco de sabor na gordura. Se sobrar farinha seca, junte um pouco de manteiga. Se empapar, volte à frigideira em fogo médio por mais 2 minutos.
Substituições
O bacon pode ser trocado por linguiça calabresa picada ou por mais manteiga, para uma versão vegetariana. As frutas secas podem ser tâmaras, ameixas ou cranberries picados. Sem castanhas, use amendoim torrado. Para uma farofa mais úmida, junte meia xícara de cebola caramelizada. Se preferir, troque a farinha de mandioca por farinha de milho (flocão), que dá uma textura diferente.
Como conservar
Guarde em pote fechado, na geladeira, por até 3 dias, e reaqueça na frigideira por 2 minutos para voltar a ficar solta. Se for fazer antes da ceia, prepare a farofa sem o bacon crocante e junte na hora de servir. Não recomendo congelar.
Perguntas frequentes
Posso fazer a farofa natalina no dia anterior?
Pode. Guarde na geladeira e reaqueça na frigideira. Deixe o bacon crocante e as castanhas para colocar só na hora de servir, para não amolecerem.
Que farinha é a melhor para farofa?
A farinha de mandioca torrada, que já vem pronta e dá uma farofa amarelinha. A crua exige mais tempo de fogo. A de milho em flocos dá uma farofa mais úmida e menos tradicional.